Roscas BSP: BSPT x BSPP e como identificar o tamanho de uma conexão
A maior parte dos problemas de campo em linhas roscadas nasce de um equívoco simples: o de que todas as roscas BSP são iguais. Na verdade existem duas famílias diferentes, e elas não têm a mesma finalidade — uma é feita para vedar, a outra para manter uma união mecânica. Esta página explica a diferença, quais roscas as conexões TUPY Brasil possuem e como descobrir o tamanho real da peça que você tem na mão.
BSPT x BSPP: duas normas, duas finalidades
Característica
BSPT — rosca cônica
BSPP — rosca paralela
Norma de referência
ISO 7-1
ISO 228-1
Geometria da rosca macho
Cônica
Paralela
Propósito
Vedação na rosca
União mecânica
Método de vedação
Contato metal-metal com composto vedante
Anel ou sede de vedação separada
Método de inspeção
Calibre de rosca conforme ISO 7-2
Sistema passa/não passa conforme ISO 228-2
Designação usual
R para a rosca macho, Rc para a fêmea cônica
G para macho e fêmea
As conexões BSP da TUPY Brasil têm rosca interna paralela de vedação sob pressão (Rp) e rosca externa cônica de vedação sob pressão (R), produzidas conforme a ABNT NBR NM ISO 7-1. As roscas de luva seguem a ABNT NBR 8133 e a ISO 228-1. Outros tipos de rosca podem ser produzidos sob encomenda.
A consequência prática é simples: uma peça com rosca paralela não fica estanque apenas apertando mais. Se uma junta está vazando e a peça tem rosca paralela, o problema não é torque — é a falta do anel ou da sede de vedação.
Identificando o tamanho de uma conexão ou tubo pelo diâmetro medido
The nominal size of a threaded fitting matches no physical dimension of the part: "half inch" is neither the inside diameter nor the outside diameter. To identify an unmarked part, measure the thread diameter with a caliper and compare it against the table below:
Dp — diâmetro externo da rosca macho (no tubo).
Db — diâmetro interno da rosca fêmea (dentro da conexão).
C — comprimento útil da rosca.
Tamanho nominal (pol.)
Dp (mm)
Db (mm)
C — comprimento útil da rosca (mm)
¼
12.8
11.5
9.7
⅜
16.3
15.0
10.1
½
20.4
18.6
13.2
¾
25.9
24.1
14.5
1
32.6
30.3
16.8
1¼
41.1
39.0
19.1
1½
47.0
44.9
19.1
2
58.6
56.7
23.4
2½
74.1
72.2
26.7
3
86.6
84.9
29.8
4
111.4
110.1
35.8
5
136.7
135.1
40.1
6
162.0
160.9
40.1
Inspeção da rosca: calibres e o plano de calibração
A pressure-tight taper thread is checked with a gauge, not with a caliper. The measuring reference is the "gauge plane" (PC) — the section of the taper thread at which the diameter equals the nominal value.
A rosca interna (fêmea) é verificada com calibre tampão e deve ficar entre as posições mínima e máxima do plano de calibração.
A rosca externa (macho) é verificada com calibre anel, seguindo a mesma lógica de mínimo, nominal e máximo.
Parallel threads (fastening threads) are checked with the go/no-go system to ISO 228-2: the "go" side must run fully home and the "no-go" side must not advance beyond the permitted limit.
O comprimento efetivo da rosca pode ser conferido com paquímetro, comparando com a coluna C da tabela acima.
As roscas de vedação sob pressão das conexões BSP TUPY são inspecionadas conforme a ISO 7-2, com calibres número 1 e número 3.
Notas práticas
Rosca macho cônica em rosca fêmea paralela é a combinação padrão e aceita no sistema BSP; a vedação vem do engate progressivo do cone na rosca paralela.
Apertar demais não veda a rosca, apenas coloca o corpo sob tensão. A quantidade de aperto de chave permitida para cada tamanho está no guia de instalação.
Antes de encomendar uma peça de reposição, identifique o tipo de rosca da peça existente; roscas paralelas e cônicas parecem iguais por fora, mas se comportam de forma completamente diferente na vedação.
Em linhas de alta temperatura e alta pressão o comprimento de engate da rosca (coluna C) tem efeito direto; um tubo cortado mais curto que o comprimento útil da rosca vira o ponto fraco da junta.