Guia de instalação e de campo para conexões roscadas TUPY Brasil

Este guia reúne em uma página os dados de campo das conexões roscadas BSP da TUPY Brasil: a quantidade correta de aperto de chave, como calcular o comprimento de tubo entre duas conexões, o torque de aperto das uniões, o espaçamento permitido entre suportes e as recomendações de projeto de tubulação. Todos os valores vêm do catálogo técnico de conexões BSP da TUPY Brasil.

Aperto de chave correto para conexões BSP

Uma conexão roscada veda pelo engate da rosca, portanto o aperto não pode ficar abaixo do mínimo nem acima do máximo. A tabela abaixo dá o número mínimo e máximo de voltas de aperto de chave e o comprimento de chave recomendado para cada tamanho.

Tamanho nominal (pol.)Aperto mínimo (voltas)Aperto máximo (voltas)Comprimento recomendado da chave de tubos
¼ a ¾6 pol
1 to 1¼8 pol
10 pol
2212 pol
414 pol
3418 pol
4324 pol
5536 pol
6548 pol
Apertar além do máximo permitido gera alta tensão circunferencial no corpo e pode trincar a conexão. Usar uma chave mais longa que a recomendada traz o mesmo risco.

Comprimento de montagem: a dimensão Z e os valores de C

Calcular o comprimento exato de tubo entre duas conexões evita erros de campo e, em redes apertadas como uma casa de máquinas, reduz retrabalho e desperdício de material. As tabelas de dimensões de cada conexão trazem duas dimensões básicas: a dimensão A (centro à face) e a dimensão Z (o valor a descontar do comprimento do tubo).

The second method is to use the "make-up length", or C value. The C value is fixed for each diameter and equals the difference between A and Z. With this method you simply add the C value of each fitting to the distance between the faces of the two fittings (not between their centres).

Diâmetro nominal (pol)C (mm)Diâmetro nominal (pol)C (mm)
¼10224
1027
½13330
¾15436
117540
19640
19

As dimensões de fabricação das conexões têm tolerâncias, e essas tolerâncias também valem para o cálculo do comprimento de montagem:

Diâmetro nominal (mm)Tolerância (mm)
Up to 30± 1.5
Acima de 30 até 50± 2.0
Acima de 50 até 75± 2.5
Acima de 75 até 100± 3.0
Acima de 100 até 150± 3.5

Torque de aperto das uniões e resistência à tração

A união veda na sede, não na rosca, portanto seu torque de aperto tem efeito direto. A primeira tabela abaixo dá o torque mínimo necessário para vedar uma união com sede de latão ou sede de ferro; a segunda dá a resistência à tração das uniões.

Tamanho (pol)Torque mínimo (N·m)
⅛ e ⅜65
½ to 1125
1¼ e 1½185
2 to 3245
4300
5700
6800
Tamanho (pol)Resistência à tração (kgf)Tamanho (pol)Resistência à tração (kgf)
¼1,723213,603
2,40615,877
½3,487318,141
¾4,802422,678
17,026528,347
9,657635,434
11,706
Os valores de resistência à tração são os mesmos para uniões com sede de latão, sede de ferro e sede plana.

Exemplos de montagem: recomendada e não recomendada

Boa parte do custo extra em campo vem de não se conhecer toda a linha de conexões disponível; uma montagem feita com várias peças costuma ter um equivalente de peça única mais barato e mais confiável.

PropósitoSolução recomendadaNão recomendada
Reduzir o diâmetro da linhaLuva de redução (tubo curto)Uma luva combinada com um niple de redução
Retorno de fluxo (180°)Curva de retorno (180°)Dois joelhos com um niple entre eles
Retorno de fluxo com desvioCurva longa, F/FUm niple com uma curva longa roscada
Derivação em rede de combate a incêndioTê para combate a incêndioUm tê comum com uma luva de redução
Mistura de água quente e friaJoelho com saída lateral (derivação angulada)Tê 90°
Em casos específicos, montagens que à primeira vista parecem erradas — como usar uma luva de redução — são aceitáveis, porque fabricar uma conexão especial para casos raros não é comercialmente viável.

Suportes e espaçamento permitido entre as fixações

A flecha do tubo entre dois suportes é um dos principais fatores de durabilidade da linha. Uma flecha excessiva carrega as juntas, provoca vazamentos e paradas, cria bolsões de líquido que não drenam e faz a linha vibrar. A tabela abaixo é para tubo de aço-carbono classe média, roscado e com luvas, em serviço de água e gás em áreas industriais.

Tamanho do tubo (pol)Espaçamento entre suportes (m)Peso do tubo cheio de água (kg/m)Flecha (mm)
¼2.000.6706.0
2.300.9236.0
½2.601.4456.0
¾3.001.9858.0
13.502.9938.0
3.804.1458.0
4.005.1968.0
24.807.36510.0
5.0010.21810.0
35.5013.36810.0
46.5020.16610.0
Fora de áreas industriais também se aceita uma flecha de até 25 mm. Válvulas, registros e outros componentes pesados devem ficar próximos de um suporte, para que a carga se distribua de maneira uniforme.

Onze recomendações para o projeto da tubulação

  1. Projete considerando em conjunto temperatura, pressão, tipo de fluido, corrosão, golpe de aríete e fadiga.
  2. Defina a altura da linha conforme a ordem das alturas dos equipamentos por que ela passa.
  3. Estabeleça desde o início o espaçamento correto entre suportes e fixações.
  4. Priorize a posição das derivações, das válvulas e dos respiros de ar.
  5. Nunca dispense uniões e válvulas; elas são essenciais para a manutenção e para isolar a linha.
  6. Dê à montagem flexibilidade suficiente para absorver as tensões da dilatação térmica.
  7. Onde o atrito for alto, use suportes de rolete.
  8. Controle a vibração com juntas de expansão e amortecedores de golpe.
  9. Siga os procedimentos de campo que mantêm a linha alinhada.
  10. Defina a profundidade correta da tubulação enterrada, considerando o peso do solo e do asfalto e o tráfego de veículos.
  11. Faça a montagem final com cuidado e sem aplicar força excessiva.

Fonte: catálogo técnico de conexões BSP da TUPY Brasil, páginas 21 a 25.